
"Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
nem na polpa dos meus dedos
se ter formado o afago
sem termos sido a cidade
nem termos rasgado pedras
sem descobrirmos a cor
nem o interior da erva.
Como é possível perder-te
sem nunca te ter achado
minha raiva de ternura
meu ódio de conhecer-te
minha alegria profunda"
(Maria Teresa Horta)
...adoro o mundo das palavras, sobretudo quando transmite na perfeição aquilo que sentimos e que por vezes não conseguimos soletrar ! a poesia pertence a esse mundo, mundo de expressão dos sentidos (um dos meus mundos) e por isso achei "petinente" (ehehe) partilhar o gosto do soletrar deste poema...na tentativa de ajuda N2.
PS. Membros da AAPCF, a reflexão deste poema será um primeiro passo, num caminho seguro... o da REABILITAÇÃO/PREVENÇÃO (sim prevenção! também integra os objectivos da AAPCF).
PS2. Seria importante dissertarem com os demais (no blog, com amigos, amigos coloridos às pintinhas, familiares, potenciais namorados, namorados...ex-namorados) sobre a longa reflexão (que eu sei que vão ter)
as MELHORAS para alguns, CONTINUAÇÃO para outros...e CUIDADO para a maioria!
porque os corações até podem não ter problemas de fabrico mas são muito FRÁGEIS
a presidente , anaR
2 comentários:
…também adoro o mundo das palavras…e o facto de algumas pessoas serem capazes de traduzir em palavras sentimentos ou a inexistência deles ou o que quer que seja…mas às vezes penso que se não se consegue traduzir em palavras, é porque não é para traduzir…é porque só tem uma forma de expressão…e a tentativa vã de andar a tentar expressá-lo de outra forma só serve é para bater mal LOOOL e complicar tudo :) sou assim …eu preferia detestar palavras …talvez porque quem viva as coisas não precise das palavras para nada… Não conhecia esse poema d MTH …é brutal… “como é possível perder-te/sem nunca te ter achado”… como pode deixarmos ilusões serem tão verdadeiras ao ponto de nos tirar o sono e termos medo de perder e sofrer… parece que gostamos, parece que sofremos, parece que perdemos, é tudo um quase “…sem termos sido a cidade/nem termos rasgado pedras/sem descobrirmos a cor/nem o interior da erva…”…este poema é lindo*** Como tenho um livro dela, vou deixar outro… “Foste o meu passado/e serás o meu futuro/mesmo quando o futuro/já tiver acabado/O princípio e o termo/a luz e o escuro/quando o fim do presente/já tiver terminado”(O Tempo)…
***
O mundo das palavras é ingrato...porque tentamos sempre transmitir por palavras o que nos vai na alma, tentamos justificar atitudes com base em sentimentos, compreender emoções traduzindo-as em conceitos... e por vezes esquecemo-nos de ser mais espontâneos, viver as coisas de formas mais intensa, sem tentar perceber a textura, as cores, e forma... sem tentar dar nomes às coisas... sem querer saber o porquê de elas existirem aqui e agora... perdemos demasiado tempo a transpor tudo num jogo de palavras logico e racional! é nisso que o mundo das palavras é ingrato...porque por muito claros e consisos que tentemos ser, nunca a mensagem vai ser recebida da mesma forma que foi transmitida... o sentido nunca vai ser o mesmo, e a ideia ficará sempre incompleta! ***
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